sexta-feira, junho 23, 2006

O valor de alguém....

Como é difícil descobrir o valor de alguém quando se perde essa pessoa.

Ontem fiquei sabendo pela Tv que um amigo meu havia falecido, ultimamente nós não tínhamos muito contato, pois como a grande maioria o tempo vai passando, as amizades não c acabam... mas esfriam.
Apesar disso a dor da perda não foi menor, dói saber que um rapaz cheio de vida, querido, amável foi recolhido por Deus tão cedo.
Não quero culpa-Lo pela morte do meu amigo... simplesmente não entendo como pessoas tão más estão por aí... fazendo o mal aos outros, fazendo as pessoas sofrerem como esses bandidos desgraçados que mataram ele.
É muito difícil lidar com todos os pensamentos que surgem na tua cabeça qnd c recebe uma noticia dessas.
Não estou desmerecendo a dor dos familiares que com certeza é imensa.
Mas saber pela Tv não é fácil, não dá pra acreditar.
Estou aqui manifestando a minha profunda dor pela perda dessa pessoa que em momentos difíceis estava ao meu lado, que no momento em que eu mais precisei ele estava lá.
Na hora ele pode não ter notado, mas a sua força , o conforto que ele me deu jamais será esquecido.

Onde quer que tu estejas, tu sempre estará no meu coração Digão.

Amo você meu amigo.

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Segue mais uma cronica da Martha Medeiros que tem tudo a ver.

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os
colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante
iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação,
a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento
dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em
cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E
os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais
de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que
não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter
certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à
profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez
foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na
freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que
gostou do seu tênis. Qual é?
Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se
despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido
tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas
camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas
também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas,
a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida
inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,
caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar
e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois
maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre
num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do
mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser
bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e
a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das
piadas. Só que esta não tem graça.

sábado, junho 17, 2006

Ai genti... eu juro que a culpa de nao atualizar o blog nao é minha... é do tempooooo! Meu Deus como ele voa! Eu prometo que essa semana eu sento com calma e escrevo alguma coisa que preste, enquanto isso deixo aki uma fotinho nova que o fofo do Rodrigo tirou de mim semana passada.
Nao to lendo mais nem o livro da Martha Medeiros que eu tava adorando, to super cansada!
Amanha eu escrevo!
Bom findi people!
Beijos beijosssss

segunda-feira, junho 12, 2006

Não é fácil andar junto na estrada da vida... finalmente cheguei a essa conclusão, e olha que nao estou só falando de namoro, casamento e sexo, nessa minha conclusão tudo está incluído.
Relacionamento com pai e mãe, amigos, namorado, marido, cachorro e papagaio.
Manias, pensamentos diferentes, ambições contrárias, discussões.
Coisas saturadas no mundo.
Não entendo e nunca vou entender, eu acho, as pessoas.
Nem eu me entendo!!!
Pessoas que caminham juntas e acham que será assim pro resto da vida, até que um cansa e o outro sofre as consequencias...
É assim, sempre foi assim e sempre será assim.
Não dá para os dois lados da moeda cairem para o mesmo lado, nao é assim só em relação a relacionamento é em relação a tudo.
Ultimamente tenho tentado mudar alguns pensamentos e açoes, mas tá dificil!
Por mais que tu tente mudar, sempre tem alguem apontando os teus defeitos, querendo te jogar no fundo do poço e ver te afogar.
Tudo parece estar conspirando pro meu fim, e eu to começando a pensar isso mesmo.
Eu mesma estou conspirando contra mim.
Até que isso nao me deixa tao mal, o que mais me deixa pra baixo é ver akeles que tu ama nao te ajudarem e ainda te deixarem mais mal ainda.
Nesse mundo que ninguem é de ninguem, ninguem quer saber de ninguem, ninguem ama ninguem.... eu nao sou ninguem tbm.
Ah.... Feliz dia dos namorados pra quem tem.
Eu ainda to procurando o meu dos contos de fadas, assim como em related ontem uma das gurias disse que era isso que ela queria.... um conto de fadas e que disseram pra ela q isso nao existe.... sou que nem ela.... continuo batendo o pé e insistindo que eu vou ter o meu conto de fadas, meu final feliz, meu amor de filme hollywoodiano.
Essa minha depre nada tem a ver com eu estar sozinha e bla bla bla... sei que hj tem muita gente que esta assim por nao ter namorado (a)... mas eu estou depre é por causa de outras coisas que vem acontecendo na minha vida mesmo.

domingo, junho 11, 2006


Como já falei anteriormente, estou lendo o livro da Martha... e a cada nova cronica eu me apaixono mais por essa escritora. Cada cronica parece que foi feita pra mim, parece que fui eu que escrevi, coloquei tudo o que eu sinto ali.... naquelas paginas.
Estou em conflito comigo mesma novamente, me amo e me odeio ao mesmo tempo.
Esse livro tem me ensinado muitas coisas, tenho entendido melhor varias coisas que eu nunca havia tentado entender...

Kafka e os Estudos
Fui uma aluna, digamos, razoável. Tirava notas boas, passava quase sempre por média, mas era desinteressada. Estudava o suficiente para passar de ano, mas não aprendia de verdade. Bastava alcançar as notas que me aprovariam para, instantaneamente, tudo o que havia sido decorado evaporar da minha cabeça. Não tenho orgulho algum em contar isso, me arrependo bastante de não ter prestado atenção pra valer nas aulas e de não saber mais sobre história, em especial. Mas foi assim. E só fui compreender as razões deste meu desligamento agora, ao ler "Cartas ao pai", de Franz Kafka.
Nesta carta (editada pela coleção de bolso da L&PM), ele a certa altura admite que estudou mas não aprendeu nada, apesar de sua memória mediana e de uma capacidade de compreensão que não era das piores. Considerava lastimável o que lhe havia ficado em termos de conhecimento. Disse mais ainda, e nisso exagerou: que seus anos na escola haviam sido um desperdício de tempo e dinheiro.
Não é pra tanto, estudar nunca é um desperdício, mas quando li esta confissão audaciosa eu quis saber mais. Por que isso, afinal? A justificativa: ele sempre teve uma preocupação profunda com a afirmação espiritual da sua existência, a tal ponto que todo o resto lhe era indiferente.
Há em "afirmação espiritual da existência" solenidade demais para descrever a menina que fui, mas era mais ou menos assim que a coisa se dava. O que eu queria aprender de verdade não passava nem perto do quadro-negro. O que me interessava -
e interessa até hoje - eram as relações humanas, e tudo de mágico e de trágico que elas representavam numa vida.
No caso, a minha vida.
Entre os 7 e os 17 anos, eu tinha urgência em estudar o caminho mais curto para ser amada. A escola era como um país estrangeiro. Pela primeira vez eu não estava em casa, nem em segurança. Tinha que aprender como fazer amizades e mantê-las, como demonstrar emoções sem me fragilizar, como enfrentar agressões sem cair em prantos, como explicar todas as minhas idéias sem me contradizer, como ser honesta e ao mesmo tempo não ofender os colegas, e nisso gastei infindáveis manhãs e tardes prestando atenção em mim e nos outros - pouco nas lições.
Havia um pátio, havia um bar, havia um portão fechado, havia os banheiros e a biblioteca, e tudo era desafiador. Eu tinha que descobrir em mim a coragem para quebrar certas regras, fumar escondido, namorar. Ficava muito atenta às diferenças entre sabedoria e hierarquia: não era possível que os professores estivessem sempre certos e os alunos, errados. E as matérias me pareciam tão inúteis... Matemática, química e física me eram desnecessárias, eu queria saber sobre teatro, música, filosofia, psicologia, sexo, paixão, eu queria entender o que me fazia ficar zangada ou em êxtase, eu queria aprender mais sobre melancolia, desespero, solidão, eu tinha especial atração pelas guerras familiares e pelas mentiras que sustentam a sociedade, eu queria ter conhecimento sobre ironia, ter domínio sobre o pensamento, entender por que alguns gostavam de mim e outros me esnobavam, lutar contra o que me angustiava. Inocente, queria saber como se fazia para ter certezas.
Eu, que tirava nota máxima em bom comportamento, precisava urgentemente que me explicassem o que fazer com o resto de mim, com aquilo que eu não usufruía, a parte errada do meu ser. "Afirmação espiritual da existência". Da escola saí faz tempo, mas nunca parei de me estudar.
E Kafka, quem diria, acabou dando um bom professor.

sexta-feira, junho 09, 2006


Felicidade Realista
Martha Medeiros

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vuitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

quinta-feira, junho 08, 2006

Comecei a ler um livro da Martha Medeiros, nossa muito bom!
Está certo que eu só estou na página 25, mas eu estou adorando!
Confesso que odeiooooo ler livros, mas estou começando a gostar da coisa... tomara que continue.
Acabei com esse lance depressivo, Graças a Deus... to me sentindo bem, claro que não estou 100% mas estou melhor que antes.
Meu lema apartir de hoje será...
Só hoje eu nao vou me estressar.
Só hoje eu nao vou reclamar
Só hoje eu nao falar mal de ninguém
Só hoje eu nao ficar triste
Só hoje eu agradecer
Só hoje eu vou ser gentil
Só hoje eu vou ser feliz.


terça-feira, junho 06, 2006


Depois desse texto.... sem comentários. Esse é o cara: Luis Fernando Veríssimo

Quem não Gosta de ser Amado?
Quem não gosta de ser amado? Ser paparicado? Receber atenção especial,
presentinhos e beijinhos doces?
Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços apertados?
Quem é que de livre e espontânea vontade prefere a solidão a uma boa companhia?
Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo sempre.
Mas conviver com essa "boa companhia" diariamente por 3, 5, 10, 15, 25 anos que é o difícil.
No começo dos relacionamentos e até 1 ano de vida amorosa, tudo são mais ou menos flores, (se o seu relacionamento tem menos de um ano e já é mais de brigas e discussões, caia fora dessa fria).
Não adianta você dizer que depois de três meses apenas que "encontrou o amor de sua vida", porque o amor precisa de convivência para ser devidamente testado.
Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje, se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã.
Uma coisa frenética e louca que tem feito muita gente, que se julgava equilibrada, perder os parafusos e fazer muita besteira.
Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho. As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades, e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.
Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas e até roubar o parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.
Medo? Com medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências? Com medo de encarar a vida e suas lutas? Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa aviver um sonho, trancado em si.
Mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua carência para o(a) parceiro(a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa. Que na verdade ela mal conhece.
Então, um belo dia, vem o espanto, a realidade, o caso melado, o "falso amor" acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.
Pobre povo desse século da pressa!
Precisamos urgentemente voltar o costume "antigo" de "ter tempo", de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.
Namorar é conhecer, é reconhecer, é a época das pesquisas, do reconhecimento... Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecer mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de "depressivos" e cemitérios cada vez mais cheios de suicidas, "seres cansados de si mesmos...".
Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes. Parece careta demais? Que nada, isso é a realidade que pode salvar o relacionamento e muitas vidas.
Pense nisso e se gostar, passe essa mensagem para frente; quem sabe se juntos, não ajudamos alguém carente de amor a encontrar um motivo para ser feliz?
Muita pretensão? Não, vontade de ser e de te ver feliz.

Luis Fernando Veríssimo

segunda-feira, junho 05, 2006


Nossa que vontade de apertar meu botao de desligar, sabe aquele botaozinho que quando tu tá com vontade de desistir de tudo tu quer apertar?
To de saco cheio, to desanimada, ui que vontade de me enfiar num buraco e ficar lá pro resto da vida.
Nem eu to me aguentando mais, ando super irritada, triste, uiiii tá sendo uma das piores fases da minha vida.
Bom é isso ae... chega de lamuria pq nem eu aguento mais. To afim de alugar uma casinha no meio do mato.

Atalhos por Martha Medeiros (de novo, novamente)
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.


ESCOLHAS BEM FEITAS por Martha Medeiros

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.
Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.
Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.
Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.
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Tá na hora de fazer a minha escolha perfeita . . .
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sábado, junho 03, 2006

Múltiplas escolhas.

1) Você faz o vestibular. Você:
a) passa.
b) não passa.
2) Você passa no vestibular. Você:
a) comemora com colegas que também passaram, abraça todo mundo, grita, quando vê está pulando no mesmo lugar abraçado a uma menina que você nunca viu e que se chama Maria Cristina.
b) comemora com seus familiares, faz todo o seu curso sonhado de Engenharia, custa a arranjar emprego, finalmente se associa a um primo e abre uma lavanderia, casa, tem filhos, netos, uma vida razoável e morre de uma falha do coração artificial em 2044.
3) Você não passa no vestibular. Você:
a) pensa em se matar, pensa em se dedicar ao crime, finalmente decide fazer um curso técnico, torna-se líder sindical, depois entra na política, acaba sendo o segundo torneiro mecânico eleito presidente na História do Brasil.
b) tenta de novo, e de novo, e de novo e acaba casando com uma viúva rica que é, inclusive, dona de uma universidade.
4) A Maria Cristina lhe dá seu telefone. Você:
a) não liga para ela, nunca mais a vê, e sai desta história incólume.
b) liga para ela, e vocês combinam se encontrar, apesar do seu pressentimento de que aquele sinalzinho que ela tem perto do canto da boca não pode dar em boa coisa.
5) Você e a Maria Cristina se encontram, na casa dela. Ela:
a) está sozinha em casa.
b) está com o pai, a mãe, um irmão/armário, duas tias grandes e um pit bull e nada acontece.
6) Ela está sozinha em casa. Vocês:
a) se amam loucamente e juram que nunca mais vão se separar.
7) Vocês se amam loucamente e juram que nunca mais vão se separar. Você:
a) a pede em casamento, e ela aceita.
8) Você a pede em casamento e ela aceita. Você:
a) chega em casa com a notícia, a sua família não concorda, diz que aquilo é uma loucura, que vocês são muito jovens, que precisam pensar, que onde se viu, que não contem com o dinheiro deles, que você vai jogar a sua vida fora por um sinalzinho perto do canto da boca, que blablablá, e você sai dizendo que vai fugir com ela e pronto e bate a porta.
b) chega em casa com a notícia, que causa um escândalo, e você se convence que seria loucura mesmo, que o melhor é namorarem, os dois terminarem a faculdade, e no fim, se o amor ainda existir, pensarem no que fazer, e sua história também termina aqui.
9) Você a pede em casamento, ela diz que é melhor dar um tempo, você concorda, mas semanas depois ela diz que está grávida. Você:
a) casa com ela.
b) foge para Curitiba.
10) Você a pede em casamento, ela aceita, seus pais não aceitam, os pais dela não aceitam, você foge com ela. Você:
a) é obrigado a desistir de estudar e acaba vendendo artesanato na calçada para sustentá-la, sentindo que jogou a sua vida fora e lamentando a comemoração do maldito vestibular.
b) e ela vão viver em Santa Catarina, amam-se loucamente, mas voltam duas semanas depois, a tempo de se inscrever em suas respectivas faculdades, e ficam bons amigos.
11) Ela diz que está grávida e vocês decidem se casar, com a bênção resignada das famílias. Você:
a) usa a ajuda que recebeu do seu pai para comprar uma van a prestação, acaba com uma frota de vans, fica rico, aparece na Caras, tem filhos e netos e morre de uma falha do coração artificial em 2044.
b) descobre, horrorizado, no altar, que o sinalzinho perto do canto da boca era pintado e agora está perto do olho, e pensa em como seria bom se a gente pudesse voltar atrás e corrigir todas as escolhas erradas que fez na vida, mas como saber se a escolha era errada ou não, já que a vida não tem gabarito?
12) O padre pergunta se você aceita a Maria Cristina como sua esposa. Você:
a) diz "sim".
b) foge para Curitiba.

Some people see things as they are, and ask, why? I dream things that never were and ask, why not?


Hj é O DIA!

O dia que tu já acorda toda errada, dae fica menstruada, com a colica das mais fortes, cheia de pepino pra resolver, com as pessoas te cobrando atitude já cedo do dia (qnd tu nem acordou direito ainda).

Nossa to me sentindo a ultima das criaturas, tipo assim... caiu um meteoro no mundo, todo mundo morreu e sobrou só tu, e tu ainda ficou toda capenga pq um pedacinho do meteoro caiu na tua cabeça.

To me sentindo sozinhaaaaa, to querendo ajuda de alguem e a unica pessoa que eu queria desabafar nesse momento nao existe mais.

Pessoa da qual mesmo sabendo eu que sou a mais errada das pessoas do mundo, me apoiava e tentava me ajudar a sair de alguma situaçao da qual sozinha eu nao conseguiria.

Ao meu redor é só cobranças, as pessoas que eu preciso que estejam do meu lado, só me criticam, só me colocam mais pra baixo.

Nao sei o que fazer, nao sei o que pensar... só sei que eu to nadando contra a corrente, to cansando e ninguem joga a bóia pra me salvar.

Eu acho que dessa vez eu vou morrer afogada.